O futuro da tecnologia no mercado de food service

27/09/2018

* Por Marcus Varandas Filho

Segundo dados do IBGE, o trabalhador brasileiro gasta cerca de 25% de sua renda com alimentação fora do lar. Com uma movimentação de R$170 bilhões/ano, o setor cresce a números exponenciais e tem se reinventado diante das últimas crises econômicas. Já segundo a SIS-Sebrae 2016, esse mercado representa 10,1% do PIB nacional e estima-se que o food service fique com 2,7% desse total. Além disso, a previsão de crescimento para o segmento em 2017 era de quase 11%.

Se fizermos um recorte sobre as características desses estabelecimentos, um estudo do Instituto Food Service Brasil indica que há um forte movimento na ampliação da capacidade de atendimento via os chamados “take away”, ou seja, restaurantes que desejam minimizar gastos e poupar tempo do consumidor.

O ponto aqui é que independentemente do tipo de estabelecimento ou modelo de negócios, a inovação se tornou item obrigatório para quem quer ganhar mercado e atrair os consumidores. Gestão de pedidos para múltiplos estabelecimentos a partir de um único local, onde é possível controlar o status de preparação, entrega e agendamento, já é uma realidade. Esses módulos substituem as impressoras de comanda por painéis interativos nos setores de produção. Todos os produtos são exibidos no dashboard com o tempo “Em aberto”, proporcionando um controle de tempo na produção dos pratos e mais agilidade no atendimento.

Um exemplo que a princípio pode parecer “bobo” são os Displays de senhas. Ao integrar essa solução em sistemas de emissão de senhas, o cliente não perde tempo esperando em filas nos restaurantes.

Outra aplicação tecnológica que ajuda (e muito) no dia a dia de quem atua no food service são as chamadas “Funções Encomendas”, ou seja, plataformas que conseguem aumentar a quantidade de pedidos a partir de uma organização eficiente e que atua desde a produção até a entrega dos alimentos. Essas ferramentas podem ser integradas a sistemas de controles de Estoques, gerando uma exatidão no controle de mercadorias, insumos e manipulação, além de evitar desperdícios.

Outra moeda de troca que tem feito a diferença na relação restaurante x consumidor é o engajamento. E isso só é possível por meio de conhecimento. De posse de informações sobre o comportamento de compra dos clientes, os estabelecimentos conseguem estabelecer um bom relacionamento e até mesmo criar Programas de Fidelidade. Por meio de sistemas que são robustos, em termos de tecnologia, mas simples de usar, os gestores conseguem integrar diferentes interesses do público-alvo e incrementar vendas. Afinal, estará falando com a pessoa certa, na hora exata e sobre itens que ela realmente se interessa.

Poderia citar aqui muitas outras aplicações, mas destaco que o setor de food service é um dos que mais investe e não para de crescer. Segundo dados da FoodTrendsBrasil 2020, a preferência dos brasileiros quanto à alimentação fora do lar se divide em restaurantes por quilo (27%), lanchonetes ou fastfoods (19%), restaurantes à la carte (18%), padarias (18%) e bares (11%). Ou seja, não importa qual seja o seu negócio, se você ainda não pensou em integrar soluções inteligentes, que conversem entre si e gerem insights preciosos para tomada de decisões, você está perdendo mercado!

* Marcus Varandas Filho é CEO do Mvarandas, startup de inovação e tecnologia com foco em P&D.

 

Publicado por STARTUPI

Comentários

Nenhum comentário até agora, seja o primeiro =)